Linha de cuidado para a menopausa

Um grande impacto na qualidade de vida do paciente.

O Instituto do Climatério e Menopausa reúne profissionais focados na saúde global da mulher acima de 40 anos, visando seu bem-estar. Com uma gama de tratamentos, o foco é preparar e passar por essa fase com cuidado e atenção individualizada.

Quero saber maisPré-agendar uma consulta

Reposição hormonal

A terapia de reposição hormonal (TRH) é um tratamento indicado para aliviar os sintomas da menopausa, como ondas de calor, secura vaginal ou alterações do humor, além de prevenir a osteoporose, pois ajuda a repor o estrogênio no corpo, que tem sua quantidade diminuída na menopausa.

Esse tratamento pode ser feito com o uso de remédios orais, adesivo, gel, creme, comprimido ou anel vaginal contendo estrogênio na sua composição.

A terapia de reposição hormonal deve ser feita com indicação do ginecologista de acordo com a idade da mulher, sintomas apresentados e sua intensidade e concentração de estrógeno, progesterona e hormônios androgênicos circulantes, e a duração do tratamento pode variar de mulher para mulher, no entanto, normalmente dura entre 2 e 5 anos.

Janela de oportunidade

A chamada “janela de oportunidade” no tratamento com terapia de reposição hormonal (TRH) refere-se ao período em que os benefícios superam os riscos.

Esse conceito surgiu a partir de estudos que mostraram diferenças importantes conforme a idade da mulher e o tempo desde a menopausa:

  • Início precoce: quando a TRH é iniciada nos primeiros 10 anos após a menopausa ou em mulheres com menos de 60 anos, os efeitos são mais favoráveis. Nesse cenário, há maior eficácia no alívio dos sintomas (fogachos, insônia, secura vaginal), prevenção da perda óssea e até proteção cardiovascular em algumas situações.
  • Início tardio: se a TRH é começada após os 60 anos ou mais de 10 anos após a menopausa, aumentam os riscos de eventos cardiovasculares, trombose, AVC e alguns tipos de câncer, reduzindo a relação benefício/risco.
  • Individualização: a indicação deve considerar idade, histórico pessoal e familiar como câncer de mama, trombose, doenças cardíacas e a intensidade dos sintomas.

Incontinência urinária

A menopausa está associada a uma maior ocorrência de incontinência urinária, devido à queda dos níveis de estrogênio e às mudanças naturais do envelhecimento. O estrogênio é fundamental para a saúde da mucosa vaginal, da uretra e da bexiga.

Com sua redução, ocorrem:

  • Enfraquecimento do assoalho pélvico → favorece perdas urinárias ao tossir, rir ou fazer esforço (incontinência urinária de esforço).
  • Alterações na bexiga e uretra → maior sensibilidade e urgência para urinar, às vezes com perdas súbitas (incontinência de urgência).
  • Infecções urinárias mais frequentes → por alterações na flora vaginal e urinária.

A fisioterapia pélvica é essencial para fortalecer o assoalho pélvico e evitar essas perdas de xixi. Além disso, manter o peso ideal e praticar exercícios físicos são uma boa medida de precaução.

O uso local do estrogênio pode ajudar, melhorando a elasticidade das mucosas.

Envelhecer com saúde e bem-estar

A iminência da menopausa causa muitas preocupações para a mulher e o medo das mudanças que acontecerão em seu corpo.

Pensamentos como o medo de envelhecer, favorecidos pelo etarismo na sociedade, a queda da autoestima, por conta da facilidade em engordar e também o cansaço físico e mental que vêm com essa nova fase são sentimentos negativos que parecem que vão derrotar a mulher. Entretanto, a menopausa não precisa ser vista dessa maneira.

Uma nova mulher vem surgindo, motivada pelos avanços da ciência e da medicina, que estão aumentando a expectativa de vida. Hoje, as mulheres de 40+ estão mais ativas do que nunca. 

Além dos tratamentos de reposição hormonal, a atividade física vem ajudando muito a transformar essa mulher. Por esse motivo, é preciso começar o planejamento desse novo momento em seu corpo com visitas ao ginecologista, um completo check-up, e, se você ainda não incluiu em sua vida, esse é um momento importante para incluir uma visita ao nutricionista e psicoterapeuta.

O momento do climatério e da menopausa deve ser acompanhado por profissionais experientes no tratamento e investigação de sintomas indesejados, novas angústias e desafios do corpo da mulher que surgem com a ausência dos hormônios.

Mas lembre-se, estar ao redor de outras mulheres, conversando e dividindo, é muito importante para olhar com novos olhos esta etapa. A menopausa não é mais um momento para “parar” a vida; ao contrário, ela pode ser o momento em que a mulher vai desfrutar a vida como nunca.

Conheça os procedimentos cirúrgicos

  • Histeroscopia diagnóstica: Recomendada como procedimento diagnóstico em casos de espessamento do endométrio, que pode acontecer na menopausa. No procedimento é feita uma biópsia do tecido endometrial para descartar a possibilidade de um câncer na localidade. A histeroscopia é realizada pelo ginecologista, trata-se de um procedimento rápido, mas é mais confortável sendo feito em sala cirúrgica, sob sedação.
  • Histeroscopia cirúrgica: Recomendada quando há a ocorrência de miomas ou pólipos. Também é realizada pelo ginecologista, em centro cirúrgico, com anestesia geral.
  • Ninfoplastia: Recomendada para mulheres que têm incômodo estético ou funcional relacionado ao tamanho e volume dos lábios vulvares. Com a diminuição dos hormônios, a flacidez de tecidos também acontece na região genital, o que pode gerar, além da percepção estética, incômodos durante a relação sexual. O procedimento pode ser cirúrgico ou realizado com laser, em ambiente cirúrgico e pode ser realizado por ginecologistas ou cirurgiões plásticos.

Check-up da Mulher 40+

Nosso Centro de Diagnósticos conta com médicos especializados na saúde da mulher. O começo de uma saúde plena no climatério e na menopausa é um check-up bem-feito.

– Análises Clínicas: uma gama de exames de sangue e urina revelam muitos problemas que são silenciosos e precisam ser administrados o mais cedo possível para garantir um envelhecimento saudável.

– Ultrassom: 

  • Ultrassom transvaginal: exame de imagem que permite a visualização dos ovários e útero. 
  • ultrassom de mamas: necessário para o acompanhamento de mamas jovens e densas, cujas estruturas são mais difíceis de ser vistas na mamografia.
  • Ultrassom de carótidas com doppler: um exame serve para detectar obstruções por placas de gordura, como na aterosclerose, que podem aumentar o risco de um acidente vascular cerebral (AVC).
  • Ultrassom de tireoide com doppler: a investigação de nódulos na tireoide é uma das medidas de detecção precoce de câncer.

– Densitometria Óssea: permite avaliar a densidade óssea para detectar osteopenia e osteoporose, uma condição comum à mulher conforme os anos vão passando. A densitometria também pode avaliar a composição corporal (músculos e gorduras).

– Mamografia: fundamental para todas as mulheres a partir dos 40 anos ou até antes, a depender do histórico familiar, a mamografia pode detectar nódulos não palpáveis nas mamas com menos de um centímetro.

– Teste ergométrico: por conta do aumento do risco cardíaco das mulheres menopausadas, o teste ergométrico é fundamental e ainda serve para atestar a capacidade da paciente para a prática esportiva e atividades físicas.

– Biópsias: 

– Biópsia de mama

  • PAAF (Punção Aspirativa por Agulha Fina)

Material coletado: células e líquido através de uma agulha fina. 

Indicações: esvaziar cistos e coletar células de nódulos líquidos ou para uma avaliação inicial de um nódulo. 

  • Core Biópsia (Biópsia por agulha grossa):

Material Coletado: fragmentos de tecido 

Indicações: mais indicada para nódulos sólidos, pois permite um diagnóstico mais preciso através da análise de tecidos. 

  • Clipagem (ou Marcador):

Função: é a colocação de um pequeno marcador metálico na lesão, sob orientação de ultrassom, para identificar a área exata. 

Finalidade: ajuda a localizar a lesão em futuras biópsias, tratamentos ou para acompanhar a evolução da lesão ao longo do tempo.

Todos esses procedimentos, quando realizados em conjunto ou separadamente, auxiliam na obtenção de um diagnóstico definitivo da lesão, seja ela benigna ou maligna, permitindo que o médico tome as decisões corretas sobre o tratamento.

– Biópsia de Tireoide: procedimento feito por agulha fina para determinar a suspeita de nódulos na glândula. A evolução desse exame fez com que os tratamentos de câncer de tireoide fossem realizados precocemente. No Moriah também é possível tratar os nódulos de tireoide por meio da radiofrequência, sem necessidade de cirurgia.

Como faço para saber se esse é o meu caso?

Converse com nossos médicos e descubra a melhor recomendação para o seu caso.

Especialista

Mulheres maduras merecem atenção e cuidado

A Dra. Carolina Ambrogini, ao longo de sua carreira, vem desenvolvendo o cuidado da mulher para que ela amadureça com saúde e bem consigo mesma e por isso lança mão do apoio de enfermeiras, nutricionista e nutróloga, psicóloga, radiologistas, cirurgiões e fisioterapeutas que vão auxiliar cada mulher, de forma individual, a alcançar um amadurecimento cheio de bem-estar, mostrando que a idade pode até trazer desafios, mas com apoio, é possível vencê-los.

Especialista do Instituto do Climatério e Menopausa Dra. Carolina Ambrogini  (CRM/SP 102.706)


O Instituto do Climatério e Menopausa do Hospital Moriah é dedicado ao diagnóstico e acompanhamento das mulheres acima dos quarenta anos que começam ou não a ter sintomas que anunciam o climatério e a menopausa.

Siga-nos nas redes sociais


Hospital Moriah © 2026. Instituto do Climatério e Menopausa • Todos os direitos reservados. Responsável técnico: Dr. Alexandre Teruya – CRM/SP: 90.741